segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Diário do 87 [ VII ]

CanetaO meu dia de campanha de hoje chamou-se Orlando Monteiro.

Foi a ele que dediquei todo o trabalho produzido neste dia em que o Orlando se despediu do bem feito na Terra que, em termos de solidariedade e fraternidade, considero imbatível.

Orlando Monteiro dedicou a vida a humanizar a deficiência e a proporcionar a reabilitação aos que como ele viveram na ausência de luz. Foi um grande exemplo para os que, tendo o sentido da visão normal, viam sempre pior do que ele.

Foi o primeiro licenciado cego em Portugal. Desempenhou elevados cargos na Administração e nas instituições de reabilitação. Foi pai, foi cidadão, foi intelectual, foi político, foi técnico reconhecido internacionalmente.

Orlando MonteiroFoi um grande amigo, um fantástico músico e conversador, um excelente camarada.

Não me lembro, nos muitos anos em que partilhei com ele Secretariados, Congressos e Eleições, de lhe ouvir qualquer lamento pela sua condição. Sempre o vi ao lado da justeza das suas convicções, leal com os seus e dotado de um sentido de humor e de missão como poucos.

A Secção de Benfica e São Domingos do Partido Socialista ficou a dever-lhe muito.
LNT
[045/2009]

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