Aquilo que os Partidos políticos continuam a ser incapazes de fazer, será feito pelos eleitores à medida que se vão despegando da pele aparelhista ou da política clubista.Como dizia no final do texto anterior, "O povo de Lisboa é um povo esperto e sabedor" e comprovou-o. Abdicou da camisola política para inviabilizar a tomada do poder na Câmara Municipal por Santana Lopes. Para a Assembleia Municipal votou como entendeu e escolheu as Freguesias conforme melhor achou.
Fazendo contas e olhando as outras duas votações do dia, verifica-se que a desobediência foi forte, uma desobediência de cidadania baseada no bom senso e na vontade de indicar às lideranças que é tempo de convergir forças e de aliviar o entrincheiramento com que as esquerdas protegem os redutos, sempre mais interessadas na crítica destrutiva do que na construção de soluções.
A votação em Lisboa revela um sério aviso às forças de contra-poder. Ou tratam de defender os interesses dos seus eleitores assumindo as responsabilidades da governação e aplicando as teorias que defendem, ou perdem a sua confiança. Santana Lopes até fez o raciocínio correcto na noite das eleições mas, como não podia deixar de ser e na mesma onda romanceada de Manuela, Aníbal e José, preferiu perder-se em fantasias de espionagem e de conspiração e deixou escapar o "acordo secreto" para dramatizar a deslocação dos votos assertivos.
Povo sábio, este de Lisboa, que talvez tocado pelos antigos invocados por Alegre na Rua Augusta, soube distinguir e discernir garantindo que os Paços do Concelho não caíssem em mãos erradas.
LNT
[074/2009]
Referências:-> a Barbearia do Senhor Luís
-> Cão como tu
-> Eleições2009/o Público
->
Como se sabe, para que um suplente seja eleito numa lista, basta que um efectivo seja eleito e por isso saí vitorioso nesta contenda em Lisboa.

Aqui por Carnide, Lisboa, onde fui botar o meu voto, as eleições parecem estar a correr com toda a normalidade e com uma afluência muito semelhante à anterior.
Está feito.
Para que a campanha esteja completa falta-nos um último contacto forte com os cidadãos de Lisboa.
A cidade tem de ser exigente no desenho da paisagem urbana, apostando na arquitectura contemporânea e na modernidade do espaço público sem descaracterizar o seu património natural e construído, pelo contrário, valorizando-o e acrescentando-o. A cidade tem de cuidar do tecido edificado, promovendo a sua reabilitação e utilização eficientes, recorrendo de forma sistemática às energias renováveis.
Com a matéria praticamente toda estudada considero-me apto a ser eleito para suplente da Lista do PS à Assembleia Municipal de Lisboa.
Tenho estado a publicar a visão e as bases programáticas da candidatura do PS – Unir Lisboa dos três orgãos autárquicos, Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Assembleias de Freguesia do Concelho de Lisboa.
Não vos sei explicar isto muito bem, mas acabo de saber que ascendi da posição 33 para a 29 dos suplentes, o que me dá muito mais hipóteses de ainda poder vir a ser deputado municipal neste mandato. Não se riam, dá mesmo, basta que a pandemia dê uma ajuda.




